Edrik Malharocha

🪨 Edrik Malharrocha, o Mercador das Sobras

Aparência
Edrik Malharrocha é um humano de idade avançada, beirando os oitenta anos, com o corpo curvado não apenas pela idade, mas por décadas de serviço militar e anos carregando caixas, sacos e responsabilidades que nunca foram dele por direito. Seu rosto é marcado por rugas profundas, especialmente ao redor dos olhos castanhos opacos, que ainda observam tudo com atenção desconfiada. Os cabelos são ralos, grisalhos e sempre presos para trás de forma simples, revelando entradas largas e um couro cabeludo castigado pelo sol. Usa roupas grossas de tons terrosos, reforçadas nos cotovelos e ombros, e um avental de couro gasto, manchado por pó de pedra, óleos e ferrugem. Um bastão simples o acompanha, mais por apoio do que por defesa.

Personalidade
Edrik é cauteloso, econômico nas palavras e profundamente pragmático. Não confia facilmente, mas também não é cruel — apenas aprendeu cedo que bondade demais custa caro. Valoriza acordos claros, odeia improvisos e despreza promessas vazias. Apesar disso, tem um senso silencioso de justiça: não gosta de ver crianças passando fome nem trabalhadores sendo enganados. Fala devagar, pensa antes de responder e observa as pessoas como quem mede peso e valor, não em moedas, mas em intenção.

Maneirices
Costuma esfregar o polegar contra o indicador quando está avaliando algo, mesmo que não esteja lidando com dinheiro. Sempre olha para o chão antes de dar uma resposta importante. Quando está desconfortável, limpa objetos que já estão limpos, passando um pano imaginário sobre o balcão ou caixas ao redor.

Peculiaridades
Guarda pequenos pedaços de pedra de diferentes regiões de Chelnir, cada um associado a uma lembrança ou negociação marcante. Nunca vende nada sem saber exatamente de onde veio. Se desconfia de alguém, muda sutilmente os preços — não para lucrar mais, mas para testar caráter.

História
Edrik nasceu e cresceu em Chelnir, filho de um carregador de blocos que morreu soterrado durante a expansão das muralhas. Desde jovem, aprendeu a circular entre pedreiros, mineradores e comerciantes, transportando sobras, ferramentas usadas e materiais rejeitados — tudo aquilo que ainda tinha valor, mas ninguém queria ver. Se alistou cedo e serviu em mais guerras do que gostaria ainda muito jovem. Ferido em batalha resolveu pedir sua dispensa e então com o tempo, construiu sua reputação como alguém que "negocia o que sobra", atendendo viajantes, nômades e raças variantes que não eram bem-vindas nos grandes mercados da cidade.
Durante décadas em Nova Hemia, viu cidades crescerem e pessoas desaparecerem. Nunca deixou Chelnir, mas conhece histórias suficientes para saber que o mundo além das muralhas é mais duro do que parece — e mais honesto, às vezes.

Citação
"Pedra boa não é a mais bonita. É a que aguenta o peso sem reclamar."