Hadakata

Hadakata — O Cavaleiro do Fim Silencioso

Hadakata não é um servo comum.
Ele é a vontade executora de Jáh, o Criador de Tudo — a lâmina que corta quando o mundo começa a pender demais para qualquer lado.

Sua existência não está ligada a templos, orações ou invocações.
Hadakata sabe quando o equilíbrio foi rompido.

Quando deuses interferem além do permitido.
Quando entidades cruzam limites do mundo mortal.
Quando mortais ousam dobrar o tempo, o destino ou o peso da realidade.
Quando o mundo começa a inclinar demais — Hadakata entra em caçada.

Ele não recebe ordens.
Ele não consulta ninguém.
Ele não erra.

A caçada de Hadakata é inevitável.
Ele segue seu alvo através de eras, planos, realidades e linhas temporais partidas. Não existe refúgio, pacto, oração ou barganha que o detenha. O alvo pode fugir por toda a existência — Hadakata espera.

E quando ele chega, não há anúncio.

Hadakata não fala.
Hadakata não ameaça.
Hadakata não negocia.

Se você o vê, a sentença já foi escrita.
Você apenas ainda não sabe como vai acabar.

Ele jamais fere inocentes, jamais desvia o olhar para quem não é parte da quebra do equilíbrio. Sua lâmina só reconhece um nome por vez. Um erro comum é acreditar que se pode usar outros como escudo — Hadakata simplesmente atravessa a realidade e ignora tudo que não é seu alvo.

Aqueles que ele captura não são mortos no sentido comum.

Eles são apagados.

Arrancados da história.
Removidos da memória do mundo.
Seus nomes deixam de existir.
Seus feitos nunca aconteceram.

O que resta deles é um local fora da existência, uma prisão de dor contínua, onde o tempo não avança, não retrocede e não oferece alívio. Um estado eterno de consciência, sofrimento e esquecimento — o preço final por ter desafiado o equilíbrio.

Após cumprir sua função, Hadakata desaparece.
Sem vestígios.
Sem testemunhas.
Sem lendas claras — apenas ausências inexplicáveis.

Em Zaghar, poucos ousam falar seu nome.
E os que falam, sussurram.

Porque há um consenso silencioso entre deuses, entidades e sábios:
se Hadakata entrou em caçada… o erro já foi cometido.