Paulo CravaPosta

Paulo, o Guardião da Promessa

Aparência
Paulo é um humanoide de pele verde-musgo, marcada pelo tempo e pelo sol das estradas. Seu corpo é largo e resistente, mais forte do que elegante, com ombros pesados e mãos grandes, calejadas por anos de trabalho duro. O rosto carrega traços firmes, maxilar largo e presas inferiores discretas, evidenciando sua herança meio-orc, mas seus olhos castanhos escuros são suaves e atentos, quase sempre carregando um cansaço sereno. Os cabelos são negros, curtos e já salpicados de fios grisalhos, e ele costuma usar roupas simples de viajante — tecidos grossos, botas gastas e um manto curto para proteger do frio e da poeira. No pescoço, carrega um pequeno pingente de madeira entalhada, lembrança de uma garotinha que ele tem muito afeto.

Personalidade
Paulo é calmo, paciente e profundamente protetor. Fala pouco, mas quando fala, suas palavras têm peso e intenção. Tem um coração grande demais para o mundo duro em que vive, e uma lealdade quase inquebrável. Detesta injustiça, especialmente contra crianças, raças marginalizadas ou aqueles que não conseguem se defender sozinhos. Apesar da aparência intimidadora, é afetuoso, cuidadoso e atento aos detalhes — o tipo de pessoa que percebe quando alguém está com fome antes mesmo de pedir ajuda.

Maneirices
Costuma pousar a mão no ombro de quem confia, num gesto silencioso de segurança. Quando está preocupado, observa o horizonte por tempo demais, como se esperasse algo que nunca chega. Antes de dormir, sempre confere se portas, mochilas e animais estão seguros, repetindo o ritual todas as noites.

Peculiaridades
Nunca abandona uma promessa, mesmo que isso lhe custe conforto ou segurança. Evita falar do passado, especialmente da caravana perdida, mas guarda cada detalhe na memória. Ensina mais pelo exemplo do que por palavras, acreditando que caráter se aprende vivendo.

História
Paulo viajará em mais de uma caravana, dividindo perigos, noites frias e histórias ao redor do fogo. Quando uma de suas caravanas desapareceu misteriosamente durante uma travessia comercial, foi Paulo quem ficou. Sem alarde, sem discursos grandiosos, apenas fez uma promessa simples — proteger o menino até que ele pudesse caminhar sozinho pelo mundo.
Desde então, tornou-se a figura constante na vida do garoto: o braço forte quando faltava comida, a voz calma quando o medo chegava, e o escudo silencioso contra um mundo que nem sempre aceitava um jovem firbolg em meio às pedras de Chelnir. Paulo nunca tentou substituir os pais, mas garantiu que ele nunca crescesse sozinho.

Citação
"Tem coisas que a gente não escolhe perder. Mas escolhe muito bem o que proteger depois."